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Spinning - As amostras

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Spinning - As amostras

Mensagem  Bruno Martins em Qui 26 Abr 2012 - 22:56

Tudo começou em 1930, quando um Finlandês, Lauri Rapala, inventou a primeira isca artificial rígida feita em madeira (Balsa). O sucesso foi de tal ordem que a Rapala está hoje representada em mais de 140 Países e é detentora da maior parte dos recordes em pesca desportiva com este tipo de isca artificial.

Estas iscas artificiais rígidas, também conhecidas por amostras, Rapalas, etc., são as mais usadas no Spinning de mar, não só em Portugal como em muitos outros países.
Contudo é cada vez mais frequente o uso de iscas flexíveis, à base de vinil, mas não lhes farei aqui referência porque, em minha opinião, ainda não se encontram suficientemente difundidas no Spinning de mar, pelo menos em Portugal.

Presentemente existem inúmeras marcas a apresentarem este tipo de amostras. Com efeito a oferta é tão grande que facilmente nos perdemos no meio de tanta abundância! A maioria delas, tal como nas borrachinhas, só servem para pescar...o pescador! Fabricantes há que chegam a ter dezenas de referências em diversos tamanhos, cores, de superfície, de meia água, de fundo, com hélices, articuladas, etc. etc. etc. E o pior de tudo é que estas iscas não são nada baratas! Quando damos conta temos centenas de Euros gastos em amostras!
Assim sendo o meu conselho vai no sentido de se escolher, entre duas ou três marcas, uma ou duas referências de amostras em várias cores. As marcas que de seguida menciono são as que me têm oferecido as melhores capturas. Mas não pretendo desta forma influenciar ninguém quanto a este ou aquele fabricante; neste assunto, como em muitos outros, estou de acordo com aquele ditado Chinês que diz: "não me preocupo com a cor do gato desde que ele apanhe ratos!"

Principais características das amostras para a prática do Spinning.


Não nos podemos esquecer que no spinning a única força que provoca a progressão da amostra após o lançamento é o seu próprio peso, que, regra geral, é muito pequeno. Enquanto que na Borrachinha podemos contar com a força do impulso de uma chumbada de 80, 100 ou mesmo 120 gramas, no Spinning só podemos contar com o peso da amostra, regra geral entre 20 a 35 gramas, Conclui-se então que oMaria angel comportamento da amostra durante o trajecto que efectua ao ser lançada é bastante importante já que depende do seu equilíbrio em pleno voo o alcance obtido no arremesso. Uma amostra para Spinning não deve ir ao trambolhão no ar depois de lançada, provocando enleios na linha e lançamentos curtos! Ao adquirir as suas amostras para a pesca ao Spinning certifique-se de que elas são apropriadas para lançamentos (casting). Quase todas as marcas fabricam amostras para o Spinning mas poucas conseguem obter, em minha opinião, a qualidade que o fabricante Japonês Yamaria tem conseguido, sobretudo com a Maria referência Angel Kiss , com o peso de 27 gramas e 140mm de comprimento. Trata-se de uma das melhores amostras que conheço para o Spinning, podendo-se facilmente atingir 60 metros de distância no lançamento. Na figura 1 repare como é fabricada a Angel Kiss. Momentos antes do arremesso as esferas que se encontram no interior do seu corpo são obrigadas a deslocarem-se para o ponto 1, pela força da gravidade, visto que a amostra se encontra de cabeça para cima ao ser lançada. Quando a amostra sai disparada o peso das esferas, que se encontram praticamente na sua cauda, dirigem a amostra na sua trajectória de uma forma quase perfeita. Ao cair na água as esferas alojam-se no ponto 2, estando pronta para ser recuperada. O modelo La Segunda, da mesma marca, usa o mesmo método mas quanto a mim voa mais desequilibrada. Outras marcas servem-se do mesmo sistema mas sem obterem os mesmos resultados., em minha opinião, claro está.



A Rapala, por exemplo, não tem seguido este método de fabrico nas suas amostras para lançamento, tendo desenvolvido um sistema interior com pesos magnéticos. Aliás, a Maria também usa um sistema idêntico nos seus modelos Amnis 1 e Chase, como se pode verificar pela figura 2. O princípio de funcionamento deste sistema é o seguinte: O peso 2, em ferrite ou tungsténio, encontra-se nesta posição atraído pela força do magneto 3. Ao efectuar-se o lançamento a força do impulso transmitido à amostra é superior à força de atracção que o magneto provoca no peso 2, obrigando este a deslocar-se para a posição 1, guiando e equilibrando a amostra durante a sua trajectória. Já na água, o peso 2 descai para a frente da amostra, sendo aí fixado pela força do magneto 3. Em minha opinião este sistema de transferência de pesos não é tão eficaz como o aplicado na Maria Angel Kiss. Com efeito, acontece com alguma frequência a força do lançamento não ser a suficiente para vencer a força de atracção do magneto, em especial nos lançamentos a curta distância, fazendo com que a amostra progrida no ar de forma incorrecta. Este inconveniente, se assim lhe podemos chamar, é frequente nas amostras da marca Rapala.



As amostras rígidas para a prática do Spinning dividem-se em 3 grandes grupos: Superfície, Sub-Superfície e Afundantes.



As amostras de Superfície, como o nome indica, são as que flutuam quer em acção de pesca quer imobilizadas e podem-se subdividir em Pencils, Passeantes, Popers e Swimbaits (articuladas).

As amostras de Sub-Superfície são aquelas que em acção de pesca podem nadar até metro e meio de profundidade e são, sem qualquer dúvida, as mais utilizadas na pesca do Spnning em água salgada. Normalmente são Minnows e as mais usadas são as do tipo Jerkbait (Jerk significa esticao!). As amostras de Sub-Superfície subdividem-se em Flutuantes, Suspenças (Suspending) e Afundantes. São Flutuantes quando, imobilizadas, flutuam. As que mantêm a profundidade de natação quando paradas são as Suspensas (Suspending), e as que afundam ao imobilizarem-se são as Afundantes.

Quanto às Afundantes, como o nome indica, são as amostras que trabalham a grandes profundidades. São muito usadas quando se pesca de barco e como tal não irei aqui falar muito delas, pois o nosso Spinning é o praticado apeado, a partir da costa!

Praticamente só uso amostras de Sub-Superfície Flutuantes e Suspenças porque os pesqueiros onde gosto de praticar o Spinning são em geral pouco profundos, entre 2 a 4 metros, e bastante rochosos. Também só praticamente utilizo amostras de dois fabricantes: Rapala e Maria. Prefiro conhecer bem as características destas iscas, tirando o maior partido delas, do que possuir iscas de muitas marcas e com características diferentes.

Na figura 3 encontram-se as amostras que mais uso e que são todas de Sub-Superfície: as amostras 1, 2, 3 e 4 são Marias e as amostras 5 e 6 são Rapalas. A amostra n.º 1, Maria, referência amnis 1, é flutuante, com natação até cerca de 50cm de profundidade, o comprimento de 120mm e o peso de 18 gramas. Nesta amostra a única cor que uso é a referência SYMH. A amostra n.º 2 também Maria, referência Chase, flutuante, com natação até 30cm de profundidade, 125mm de comprimento e 18,5 gramas de peso. Nesta amostra usos as cores MIOH, CCH e CTOH. A amostra n.º 3, Maria, referencia Angel Kiss, flutuante, com natação até cerca de 1 metro, com 140mm de comprimento e 27 gramas de peso, é a amostra que mais uso no Spinning, nas cores MI, AY, SY, MA e SW. A amostra n.º 4 é a Maria referência La Segunda, flutuante, com natação até 1,5 metros, 140mm de comprimento e 36 gramas de peso e as cores que uso nesta amostras são a FRH, MI e MA. A amostra n.º 5, Rapala referência LC (Long Casting), flutuante, com natação até 1,20 metros de profundidade, com 120mm de comprimento e 19 gramas de peso. A cor que uso é a BSRD. Finalmente a amostra nº 6, Rapala X-Rap em dois tamanhos: a de 130 e 140mm, ambas flutuantes com natação até 2,40 metros, respectivamente com os pesos de 35 e 43 gramas, nas cores BSRD, S e CLN. Como se pode verificar, só aqui temos, entre as diversas amostras, nas diversas cores e tamanhos, nada mais nada menos do que 19 exemplares. E isto não é nada comparado com os Kits de amostras pertencentes a companheiros do Spinning com quem costumo pescar. Possuem tantas amostras que o seu maior dilema é escolher a apropriada, acabando por passar a pescaria a trocar sucessivamente de amostra, como se elas fossem as principais culpadas! Quase que passam mais tempo a trocar de amostra do que a pescar!

Como disse, conheço bem estas amostras e ainda não senti a necessidade de experimentar outras! A Maria Amnis1, a Maria Chase e a Rapala LC, por exemplo, são amostras que por serem muito leves, não chegando às 20 gramas, só utilizo em dias de muito pouco vento e mar calmo. As Maria Angel Kiss e La Segunda, ambas com 140mm de comprimento e as Rapalas X-Rap de 130 e 140mm, pelo contrário, são amostras que já suportam condições mais adversas de mar e tempo. Comparando as Maria com as Rapala, cheguei à conclusão que no que toca à eficácia do lançamento, as Maria são superiores às Rapala, enquanto que estas são muito superiores às Maria na forma como progridem na água. A amostra ideal seria uma amostra com a eficácia de lançamento da Maria Angel Kiss de 140mm e igual à Rapala X-Rap dentro de água, em acção de pesca! Outra coisa que as Rapala têm superior às Maria é a ferragem com que vêm equipadas; as argolas e as fateixas das Maria enferrujam com mais facilidade do que as das Rapala. Todas estas amostras têm o corpo em plástico, exceptuando a Rapala LC que é em balsa (madeira).

Cuidados a ter com as amostras

Em pesqueiros rochosos evite bater com a amostra nas rochas. Se lhe partir a barbela a amostra ficará inutilizada.

Após cada pescaria lave sempre em água doce todas as amostras que utilizou.

Não transporte as suas amostras sem estarem devidamente acondicionadas, Amostras à balda nos bolsos do colete não é aconselhável.

Substitua as argolas e as fateixas danificadas sempre por outras iguais no tamanho e no peso. Informe-se junto de um vendedor especializado.

Cuidado. Os anzóis das fateixas das suas amostras não distinguem o seu corpo do corpo de um Robalo! Eles ferram de igual modo na boca de um peixe como nos seus dedos!

Concluindo!


Ainda havia muito mais para escrever sobre as amostras rígidas. Muito usadas são as Popper, as Pencil , as Passeantes, etc., cada uma com as suas características próprias e com o seu próprio método de trabalharem. Por aqui se pode concluir que o Spinning é uma modalidade de pesca muito mais técnica do que a pesca com Borrachinha. A grande vantagem destas iscas em comparação com as borrachinhas consiste na forma quase perfeita das suas cores. Com efeito, uma só amostra pode trazer uma pintura com as cores para todo o tipo de águas de um pesqueiro. Algumas são tão perfeitas que ficamos com pena quando as perdemos nos rochedos! Não admira pois que sejam tão eficazes na pesca dos peixes predadores, como o Robalo.
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